sábado, 4 de maio de 2013

Um país de loucos todos.


Eu queria ser tão determinada quanto Gandhi ou tão pura quanto Madre Teresa, mas no final só consegui ser eu, assim tão desistente e indecente, por ser comparada as teresas todas de Gandhi, seria filha da putagem e síndrome do estrelismo, de marca maior eu digo, não somos os heróis que mudaram o mundo tão pouco somos aqueles que levaremos ao abismo, os nossos olhos abertos são cinzas da poluição deixada ao mar aberto do corpo e da alma e é passando a fumaça de mão em mão que muitos engajados constroem o nosso amanhã, sem hipocrisia nenhuma que gravata nunca definiu progresso, ao contrário, a sujeita da barba de muitos é limpa com a ponta da mesma, e é com o dinheiro sujo, o nosso limpo que já deslavadamente já foi lavado é que chega a seda de todas elas, deixa disso mundo, deixa de rodar feito pião apontando o dedo no primeiro cidadão de verdade que encontrar e tira a venda do cinismo de nós todos, deixa disso Brasil, que entre poetas e bêbados que tu jogas na sarjeta é que tu afundas todo dia entre loucos e vis que abocanham suas raízes acompanhada de batata frita e ketchup.

sábado, 20 de abril de 2013

Criatura e criador.


Resolvi chorar em letras, porque as lágrimas em físico me faltam, hoje percebo que não posso e não consigo ser um bem, mesmo que eu seja na vida de alguém, hoje como outras vezes já aconteceram fui acusada de ser um dos piores seres humanos na face da terra, julgaram meu caráter, minha vida, meu sucesso, me acusaram por fazer coisas normais, por tentar crescer, por tentar ajudar mesmo aqueles que me acusam, me causaram dor, quantas vezes já? E hoje é só uma lembrança daquilo que sempre sofro, é como um filme assistido muitas vezes, já repito as falas, mesmo tendo fé, é fé e acreditando sempre que fé cega é faca amolada, já me cortou tantas vezes, mesmo ocultando os meus pensamentos mais sombrios e deixando assim que prevaleçam os de esperança, os de amor o ser humano que sou está enraizado na condição de ser vazio, mesmo apostando na sorte, sou só receptáculo pra acusações e como delatora que sempre hei de ser, delatora de moral aos imorais todos, delatora de condições aos mendigos todos, delatora de caráter aos injustos todos, sou condenada aos mais penosos dias frios das almas injustiçadas, quem dera eu ter força minha senhora, pra garantir o conforto para aquela que colocaste no mundo, um dia garanto que levarei pra longe o bem mais precioso que não sabes que tem e de ti só sobrara migalhas de sonhos desperdiçados e arrependimentos de atos mau julgados e impensados que prematuramente executasses, tirarei de ti o ouro que nem pensas em vender e já sentes a dor, porque sabes que já desde hoje ela te ignora, não porque pedi pra assim fazê-lo, mas com as tuas próprias ações que afugentam matilhas inteiras de lobos, já afastasses de ti, um dia te olharei com a cabeça erguida e pedirei a tua ausência e essa será acatada, eu sei que não sem dor, mas por dores que tu já fizesses a outros sentir, é com isso que eu sei que o tempo um dia torna tudo muralha forte e tocável e não está longe para que essa julgada aqui, te condene.

quarta-feira, 17 de abril de 2013

Olha só.


É assim devagarinho, de fininho que eu te amo.
Não precisa ser doutor em amor, em cama, em calor, é simplesinho que eu te amo.
Não precisa ter piscina, carro esporte ou karatê.
Sentimento em abundancia, nem precisa ter lambança, tamo junto e tamo bem.

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Keep Holding On


Nos ver em uma situação dessa, não consigo manter as rédeas nessa carruagem/mundo que corre rápido demais minha flor, perco a linha e sei que meus trilhos acabaram e vão bater, perto demais, perto demais sempre me encontro, são códigos antigos de conduta que me forço a seguir, você me conhece, conhece minha vida, não sou falsa, tão pouco, não sou isso, tenho carne pulsante demais pra saber compreender onde nossa estrada bifurcada que acabamos seguindo rumos diferentes vão dar, acredita que elas se afunilam no final me fazendo esbarrar no teu ombro novamente? Acredita flor? Acredita nessa fé cega de happy ends cinderelescos? Acredita bem, que assim não sonho sozinha, me perdoa, parece um adeus mais não é, é um não me esquece, não me julga, não me maltrata assim, não desiste. A corda que me amarra é grossa demais pra uma pessoa tão pequena quanto eu, são começos e fins intermináveis que me faz mais atada a ela cada vez que me mexo e forço a fuga, mas você, no fundo você me decodifica como ninguém, só quero que saiba que eu sou uma ultima peça de um quebra-cabeças acabado pelo tempo, não me encaixo em lugar nenhum, só me forço pra manter a beleza no quebra cabeça que melhor me coube, infelizmente.


R.

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Cedo ou tarde é hora de fugir.



Era uma casa que tem várias cores descascadas. 
Onde o passarinho é preso na gaiola e os gatos na corrente.
É onde a liberdade nunca existiu e os humanos por sua vez eram presos dentro das suas próprias cabeças. O sol nasce e se vai por entre o muro e eu nunca durmo, é esse lugar que a esperança nunca visitou, o egoísmo vive e os maus costumes tomam conta.
É onde eu vivo, infelizmente.




Nota Póstuma

É entre às paredes desse quarto que eu já não consigo ver quem sou, quero ser passarinho solto, gato livre, mas como desaprendi a correr, fico nesse eterno jogo de olhar passarinho triste e alisar gato preso.


quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Os humanos tristemente não se desmontam.


    Eu estou esperando, é um começo interessante para quem tem imã para espera, sinto que esperas são realmente muito tristes, é como se sentir frágil na portaria de uma escola aguardando alguém que não vem te buscar nunca – Ok estou exagerando, sempre vem alguém, sempre vem, mas eu fico com essa antecipação pendendo do lado esquerdo do corpo, algo de mim se desprende e tenta em vão procurar a presença desejada que não chega nunca, verifico o relógio, mais 5 minutos, mais 10 minutos, uma eternidade eteria traduzida em códigos e números, lembro que até hoje não aprendi direito a ver as horas em relógios de ponteiro, a lembrança me faz rir, desde pequena nunca suportei esses eventos cronometrados, marcados, adiados, frios, por mim o encontro deve ser assim, aparecer trazendo surpresa, cheiro de cigarro, perfume, shampoo, cheiro de toalha molhada no rosto, enchendo a casa, o vento poderia me trazer esses cheiros para fazer eu me sentir melhor, é inútil.
    Entra, sai, chega, parte e nada, o tic tac me entorpece, fecho os olhos e lembro da voz me dizendo, sem falta amanhã te pego, te dou um beijo, te faço ronronar como gato manhoso e te deixo ir, mais leve que qualquer pena, com sorriso bobo nos lábios e eu repito pra mim, só mais uns minutos, mais alguns, as horas passam e irremediavelmente eu tenho que dizer que toda a areia da ampulheta moderna se esvaiu, o sono não vem hoje, eu sei, a pausa intermediaria que me daria tanto prazer e felicidade também não. Fui, de cara amarrada, sorriso falso, boca seca. Fui, pra voltar amanhã, porque se há espera, há encontro, acredito.

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Caleidoscópio


Viagem transcendental para fora dos muros de carne e pele, a alma viaja na imensidão de cores translucidas, quando o olho pisca já voltou ao momento de ontem e em flash back tudo se é revivido e em exstasse você acha que dura para sempre, acaba no momento de agora e não retorna, e quando se é retentado cai como a alice atrás sempre do coelho branco apressado, e como corre as lembranças de outrora que sempre queremos projetar na íris e achamos que são os mais belos filmes da Disney.
Alguma loucura que se compra em farmácia ou em bocas, para fuga do olho da tempestade, fuga rápida, rodopiante, visceral, queremos encontrar Buda, Krishna, Alá, Deus, queremos encontrar nós mesmos e ter fé na verdade mesmo que seja pouca, queremos acender incensos, velas, isqueiros, cigarros, baseados, qualquer coisa que nos livre do mal amém, ou que nos livre de nós mesmos amém, repetimos sempre isso como se fosse um mantra, reza, oração, queremos chegar ao nirvana, ao céu e queremos continuar vivos no final, tudo isso pra que nos guie pro fim do túnel e nos dê paciência, a única coisa essencial para viver.
E quando a loucura acabar, olharemos dentro dos olhos do mar e deixaremos que leve as dores, e tudo que nos atrasa, aqueles mesmos momentos de ontem que sempre queremos reviver e que nos empurre para os caminhos certos, para a sabedoria, para o amor, porque não? Quando estamos cansados de caminhar sem apoio é sempre bom um ombro, é sempre bom um beijo no meio da testa, para isso ofereça seu passado e esquecimento e de volta ganhe um futuro de boas novas e bons ventos, pra você, pra mim, pra todos.
 

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