Eu tenho em mim várias lembranças, que as vezes vai e volta como um iô-iô
na mão de uma criança, que nunca cansa de brincar elas vem em momentos diferentes e me invade de uma forma que fica difícil saber exatamente de quem, porque e qual é ela, tem momentos que elas vem todas de uma vez e como um sopro de uma ventania gelada me congela em algum momento esquecido da minha própria história, como um livro cujas páginas tem um tema exato pra me deixar no chão esquecida, eles tomam toda a minha atenção e quando volto a mim vejo a cena que vai repetir durante um tempo longo da minha vida, um cinzeiro, cigarro, fumaça e esquecimento como se diminuindo a minha saúde calasse a boca do meu pensamento tagarela, que se parece muito comigo, não paro de falar das coisas que me machucam como se assim eu me acostumasse melhor a dor e o torpor de ter que ver todas essas cenas ao vivo, faço uma piada qualquer, morro de rir por um instante e no próximo já estou submersa na minha própria reflexão. Não é fácil viver assim autoflageladamente, magoando machucado por machucado, hematoma por hematoma, são essas marcas imaginarias que ficam, que de tão fictícias se tornam reais demais, tem períodos em que as feridas fecham, todas uma por uma, mais daí vem mais um novo corte e abre todos os pontos das anteriores como se já não fosse ruim demais ter mais uma ferida nova, todas as outras tem que se manifestar como se fosse para me lembrar de que isso tudo é culpa dessa minha personalidade omissa, que não arma direito a sua auto-proteção como se toda a dor fosse o grito de alarme ecoando no meu peito, que diz pra eu voltar a mim, pra acordar para a realidade monótona que é a rotina de um dia a dia adolescente, como se nessa fase tudo fosse mais claro tudo fosse por sofrer apenas por alarde, ou desculpa pra poder dizer mais tarde que aconteceu tudo que estava previsto no script, no grande livro da sua vida, mais isso quem escreve é você e não é por ser pequeno o suficiente que tem que ter todas as dores no mundo nas costas, mude sua história sabe como?, tenha sempre em mente a celebre frase, O amor vai te foder um dia. Ela mudara a sua história, ela não vai ser igual a minha, uma alternativa pra não tornar a sua vida tão idiota quanto.
sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011
Bom Dia, Caos!
Acordei Para o Pesadelo.
E o Pesadelo Era a Tua Cara,
Pregada no espelho do banheiro.
Dia Amargo
O Café amargo.
O poema pregado na parede da consciência:
É proibido ser feliz?
É proibido ser?
É proibido?
É?
A cidade Desabou.
O poema atravessou sinais.
Olhou vitrines...
Não sei o que fazer.
Sinceramente.
Entro pelos sete buracos
Da tua cabeça
E mastigo a minha angústia
Com coca-cola & Ketchup
Caminhar.
Caminhar & Sonhar.
O tênis rangendo no asfalto da cidade.
A vida rangendo seus dentes enferrujados.
Caminhar
Caminhar & Sonhar
Gastar a sola dos sapatos
Dos Pés.
Gastar As Palavras.
Deus está atravessado na minha garganta.
O diabo é negro & quente
& tem os olhos brancos
A felicidade tem grades
Em todos os Buracos
A felicidade é o vôo do avião...
A lembrança dela
Pipoca dentro da minha cabeça
Feito uma britadeira
A lembrança dela é um pássaro
Fugindo em minha direção
Há homens mortos
Nas bibliotecas públicas
Garotos drogados nas esquinas
As pessoas me atropelam
Se atropelam
Preciso ir ao dentista
Ao bar.
Foder
Fazer um poema
Dois poemas
Três poemas
Fumar um cigarro
Amar o povo
Armar o povo
Preciso respirar
Ar.
Mar.
Preciso amar?
-Sartre, Karfka, Seus putos!
Depois de um dia inútil,
Voltas para casa.
Pela janela do ônibus
Podes te ver na multidão apressada?
O homem é um automóvel
O homem é um automóvel
O homem é um automóvel
E o Pesadelo Era a Tua Cara,
Pregada no espelho do banheiro.
Dia Amargo
O Café amargo.
O poema pregado na parede da consciência:
É proibido ser feliz?
É proibido ser?
É proibido?
É?
A cidade Desabou.
O poema atravessou sinais.
Olhou vitrines...
Não sei o que fazer.
Sinceramente.
Entro pelos sete buracos
Da tua cabeça
E mastigo a minha angústia
Com coca-cola & Ketchup
Caminhar.
Caminhar & Sonhar.
O tênis rangendo no asfalto da cidade.
A vida rangendo seus dentes enferrujados.
Caminhar
Caminhar & Sonhar
Gastar a sola dos sapatos
Dos Pés.
Gastar As Palavras.
Deus está atravessado na minha garganta.
O diabo é negro & quente
& tem os olhos brancos
A felicidade tem grades
Em todos os Buracos
A felicidade é o vôo do avião...
A lembrança dela
Pipoca dentro da minha cabeça
Feito uma britadeira
A lembrança dela é um pássaro
Fugindo em minha direção
Há homens mortos
Nas bibliotecas públicas
Garotos drogados nas esquinas
As pessoas me atropelam
Se atropelam
Preciso ir ao dentista
Ao bar.
Foder
Fazer um poema
Dois poemas
Três poemas
Fumar um cigarro
Amar o povo
Armar o povo
Preciso respirar
Ar.
Mar.
Preciso amar?
-Sartre, Karfka, Seus putos!
Depois de um dia inútil,
Voltas para casa.
Pela janela do ônibus
Podes te ver na multidão apressada?
O homem é um automóvel
O homem é um automóvel
O homem é um automóvel
sexta-feira, 28 de janeiro de 2011
Gold Fish Memory
''Amarte, simplesmente, me basta hoje.
Mas não descansarei enquanto mão mais talentosa não tiver moldado meu barro parar ser mais digno do teu nome.
E se essa mão secreta não atingir a perfeição... na roda eterna, deve o meu amor fortalecer-se na chama e dar-me vida, forjado sobre o aço.
Pois quero te amar através das eras que célebres passam, até que se esgotem as areias de todas as ampulhetas.
Oh, prometida, como pude amaldiçoar meu destino e passar de sombra em sombra sem notar os sinais da aurora.''
Poema retirado do filme - Todas as Cores do Amor (Gold Fish Memory) Vale a pena assistir.
Mas não descansarei enquanto mão mais talentosa não tiver moldado meu barro parar ser mais digno do teu nome.
E se essa mão secreta não atingir a perfeição... na roda eterna, deve o meu amor fortalecer-se na chama e dar-me vida, forjado sobre o aço.
Pois quero te amar através das eras que célebres passam, até que se esgotem as areias de todas as ampulhetas.
Oh, prometida, como pude amaldiçoar meu destino e passar de sombra em sombra sem notar os sinais da aurora.''
Poema retirado do filme - Todas as Cores do Amor (Gold Fish Memory) Vale a pena assistir.
Recordações. Registros.
Sentada na cama inerte, escrevendo algo sobre mim, te espiava, delineava uma linha imaginária em torno de ti, sabia que não podias descrever o meu olhar e o que dele transmitia, mas deixei que você tentasse, quem sou eu para impedir um cérebro de funcionar, me parecias mecânica como se quisesse surpreender-me deixei que me perguntasse silenciosamente, por vezes até muda, vi estrelas girarem em torno de ti e me cobrirem também, e pela primeira vez me sentir enfim no céu de suas palavras, a seta apontada pra mim quis te chamar pra ver também, mas você cairá em sono profundo com a caneta que escrevias ainda na mão, espiei para ver o que tinhas escrito, mas hoje não me recordo bem às palavras, fechei a janela e abri bem os olhos para de novo observar o céu, o meu céu, mas seu do que meu, mas gostava de pensar assim, adormecida de inspiração na cama tu estavas, te observava mais eras linda dormindo como se nada mais existisse, fui ao teu encontro deitei-me na fresta que sobrava puxei você para mais perto de mim, te dei um beijo de respeito na testa, olhei o eu pensamento de ti flutuando em cima da minha cabeça. ‘‘Linda como se nada mais existisse”.
E por fim acordei suada e sorrindo, mas pensando seriamente. É não existiu.
sexta-feira, 19 de novembro de 2010
Maçã e Paradoxos
Uma conversa entre amigas no pátio da escola.
- Como você consegue mentir tão bem assim?
- Risos, é o acaso, é o momento, é a intenção.
- Sabe um pouco de cuidado com isso não é assim tão mal.
- Por quê?
- A partir da hora que você anseia com muito custo uma maçã e quando você ganha se sente feliz não é?
- É, acho que sim! Onde você pretende chegar?
- Quando você dá a primeira mordida na maçã ela é deliciosa, a partir da quarta ou quinta mordida o seu gosto já começa a se adaptar a língua, ela acaba não se tornando tão esperada assim, na nona, décima ela já não tem mais sabor.
- Sim... E? Traduz por favor.
- Você quer que a maçã fique só pela ânsia, mas o que você não sabe é que ela já faz parte de você, ela já está dentro de você e por, mas que você queira muito mesmo outra maçã, aquela maçã já é uma parte sua entendeu?
- Bom... Não!
- É achei que essa séria a resposta. Então vamos mudar de assunto?
E a menina que criou a teoria das maçãs tira da sua bolsa uma maçã nova e morde, a quinta que consegui contar pelos restos no chão.
Nota Póstuma
Mas não vamos comparar humanos com maçãs, ou vamos?
terça-feira, 5 de outubro de 2010
Entre circos & saudade.
Uma ano destino, que você me pregou uma peça.
Um ano hoje que você me apresentou ao palhaço chamado amor e que como todo palhaço foi embora com o circo para outro lugar do mesmo jeito que chegou, envergonhado e curto como todas as doses de veneno colorido cujas garrafas eu tomei pra esquecer, cujo sorriso me foi tomado súbito e certeiro com uma simples partida em seu trailer, que tinha escrito ''Eu fui mais te levo comigo'', mais destino acho que ele não conseguiu manter a promessa de pra sempre me amar, mais eu o amo destino e escuto cada risada, aplausos e caretas até a última piada.
Piada essa que não foi nem um pouco engraçada destino ela dizia: Eu te levo comigo mais vou embora sem destino para um lugar chamado nunca.
Um ano hoje que você me apresentou ao palhaço chamado amor e que como todo palhaço foi embora com o circo para outro lugar do mesmo jeito que chegou, envergonhado e curto como todas as doses de veneno colorido cujas garrafas eu tomei pra esquecer, cujo sorriso me foi tomado súbito e certeiro com uma simples partida em seu trailer, que tinha escrito ''Eu fui mais te levo comigo'', mais destino acho que ele não conseguiu manter a promessa de pra sempre me amar, mais eu o amo destino e escuto cada risada, aplausos e caretas até a última piada.
Piada essa que não foi nem um pouco engraçada destino ela dizia: Eu te levo comigo mais vou embora sem destino para um lugar chamado nunca.
sexta-feira, 1 de outubro de 2010
Último ato.
- É culpa minha se você ainda gosta de mim? Quis ter as mãos maiores para esconder todo o meu rosto e minha visão de ver você projeção pegando fogo e virando cinzas, como uma foto queimada pela brasa, mas ainda restava de ti metade, abri bem os olhos queria enfim ter a sua última visão, outra flecha cortava o ar, falastes mas palavras duras como está da primeira linha mas não me deixei abater, tinha os pés fixos no chão o corpo pressionado contra a proteção acuada, demorei para a creditar e conclui que o fim era inevitável estavas com a tesoura na mão para cortar o laço, mas hesitavas então encorajei-te e enfim o corte foi concebido, olhei pela última vez o seu rosto perto assim, respirei pela última vez o seu cheiro bom, não me causavas mas efeito então conclui que era assim, segui você mecanicamente, precisava buscar o que era meu, mas estava cansada de lutar, chegando reuni tudo ou quase tudo, mas cansada demais e desapontada demais, olhei o céu azul pela última vez , sentei na cadeira com o fone de ouvido para não te escutar, deixei que caísse algumas lágrimas mudas, mas não de tristeza de determinação em si, por fim, cochilei mal apoiada mas foi um sono, um sono de fim de tarde que não significa dormir em si era apenas para dar ao corpo uma parada merecida. Às 10 horas da manhã acordo, você tinha saído do quarto e eu aproveitei que estava ainda de calça, tirei sua camisa, vesti minha pólo, eu estava ainda de tênis, ótimo me poupava o trabalho, levantei de salto, sem lavar o rosto, sem escovar os dentes e com um vazio pendendo dentro da bolsa. Porta fechada, arrisquei o q ue seria meu último grande discurso e me limitei a apenas uma frase, abre a porta, sem a palavra mágica não tinha tempo para educação, precisava ir embora, a cabeça a mil estava prestes a explodir, sai porta a fora o sol a bola vermelha e quente me cegava, tateei os óculos na bolsa coloquei, o ônibus demorou mais que o normal como que por escárnio , sabia que queria sair muito dali, uma chamada no celular, rezei para que não fosse você enfim era Agatha, foz voz de que estava tudo bem e chame ia para sair nessa mesma noite, ela topou ótimo, cheguei em casa com tudo destruído a coluna, o pensamento, o coração, alguém me lembra que é o aniversario da minha mãe, ótimo o mundo explodindo dentro da minha cabeça por alguém que nem fez tanto assim por mim e eu esqueço do aniversário da minha mãe a mulher que fez tudo por mim, mas já estava ruim não ia estragar o dia dela, desejei tudo de bom e abri a cortina do meu quarto algo de tão seguro ali me puxou com força para dentro, e em segundos já estava em sono profundo, sonhei com alguém que usava máscara mas ambos tinha o seu rosto, um com cara de pretensão, e outra com a feição mas parecida com a que eu estava acostumada , havia algo de mal nesses rostos, tanto no sonho quanto acordada e eu nunca havia percebido , eu perguntava porque tanto insistias a ser quem não ES? A utopia te serve tanto assim? E você nada falava, me estendia uma máscara que eu dizia não sem pensar, acordei com um gosto de cigarro na boca, era só isso que eu tinha posto pra dentro há horas, fiquei pensando no sonho ao comer na mesa você sendo outra pessoa mas malvada, mas no fundo ainda sendo você , e pela primeira vez eu quis ser outra pessoa e me juntar a você nessa sua torre de babel particular , e o seu retrato enfim pegou fogo por completo, terminei o café da manhã e peguei o melhor sorriso da gaveta , a vida me chamava como se já não bastasse e fui ao encontro dela , com vários outros sorrisos desses pintados a giz de cera para emergências.
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