Decidida dessa vez a não mais se entregar, decidida a por toda dor em prova, até onde aguentaria e se aguentaria, escolheu a que mais há agradou, não gostava de pensar em um ser humano como mercadoria mais era necessário quebrar todos os vínculos de algum tipo de piedade por essa raça falha, pensava com nojo que também pertencia a ela, uma pena ela que sempre prezou pelo intimo de si, agora deixava exposto à vitrine de outro ser escolhido a dedo, não teve vergonha, já tinha se entregado tantas vezes para pessoas de índole duvidosa e de personalidade cruel que se entregar só por desejo carnal era o de menos , é você que eu quero, disse com rispidez, você que hoje vai me abrir às portas para eu poder entrar nesse seu mundo sujo, tire a roupa e se exponha para mim agora, seja impessoal e não estou aqui pra conversa, só quero fingir tirar inocência de você como há tempos a minha foi tomada, explicou que era só uma coisa meio de fetiche mais não explicou que estaria disposta a tudo naquela noite, prendeu a mulher a beirada da cama, observou-a com um olhar de crítica, pele branca, seios fartos, e o cheiro? Incenso, cigarro, lavanda, pensou em como aquela mulher linda também poderia ter sentimentos como teve, espantou pra longe rapidamente o pensamento para não fazer com que desistisse, estava disposta, sim estava disposta a tudo repetia com rigidez, da bolsa que trouxe tirou uma faca, a mulher que até então fora paga pra ficar calada e deixar com que fizesse o que quisessem dela olhou-a fixamente o medo a deixando cada vez mais pálida, calma meu anjo disse diabolicamente, não te farei mal, só quero mostrar a minha faca ao seu corpo, pegou o copo de vinho da cadeira e tomou um belo gole, limpando as gotas que escorregava até o decote, chegou perto da mulher e a beijou com força, sentindo a boca da mulher a sua frente e o vinho adoçando o beijo, aquele que ela pensou que não sentiria nada, mais sentiu um arrepio sem aviso na nuca, e com a faca terminou de despir a mulher a sua frente, agora olhando com mais atenção, uma veia sobressalente descia do seu pescoço até o começo do colo e fixada por ela e fixada por sua dor, quis fazer da sua a dela, e no rosto da mulher o medo cada vez mais ia se alargando e ela sorrindo olhou-a fixamente e disse, vou te fazer sangrar, sabe o que isso é? Sabe quanta dor vai sentir? Eu sei, eu miseravelmente sei, e deslizou a ponta da faca de bronze pela pele alva até conseguir fazer escorrer um fino fio de sangue e uma lágrima grossa, imediatamente se sentiu atraída a mulher, a pele, ao cheiro, ao sexo e a cada vez mais sentia o calor do querer subir até conseguir esquentar um pouco aquele seu pensamento e ação tão gelados, e sentiu o súbito do desejo há atrair até a pele e sem pensar passou a língua suavemente no ferimento que abriu, sentindo o gosto do sangue e o sal das lágrimas da mulher que até então estava desesperada pra se soltar, daqueles braços, daquele rancor que faiscava nesses olhos que tentavam há ferir, sentia pena, de si mesma por deixar isso acontecer e mais pena ainda de quem há queria machucar, mais ela não se deixou abater pelos puxões da outra mulher, ela queria e ela iria ter, era sua vez, dominar, se sentir dona de outra vida, machucar sem nenhuma culpa, segurou com força os braços da outra mulher e usou a língua pra terminar de limpar o fio fino de sangue que ainda restara, conseguiu descer até o umbigo e o seu próprio corpo fingindo despretensão, que não queria mais no fundo o desejo só aumentava de torna-la sua, voltou a apanhar a faca, agora passando entre as coxas e subindo viu mais outro fio fino de sangue a escorrer, era isso que ela queria motivos com a cor do vermelho pra chegar aonde queria, não ela não queria sexo, por dentro até sim, ela só queria brincar e machucar essa noite, ela só queria saber o gosto de deixar alguém ferido e com vontade e simplesmente virar as costas como se a outra mulher não existisse, como se não a causasse efeito, como toda a dor que ela conseguiu-a fazer sentir aliviasse a própria, a outra mulher gritou e implorou pra que há soltasse, e assim ela o fez, soltou-a e com um sorriso na cara a agarrou pela nuca, fez com que as mãos deslizassem até o sexo e com alguns movimentos conseguiu ver a outra mulher sucumbir aos desejos dela, só dela naquele momento, há pressionou contra a parede e continuou a acaricia-la, o desespero no rosto da outra há dava um prazer, aquela conhecida mistura de medo, dor, desejo, que tanto já bateu sua porta nas piores e mais frias da madrugada e ela sozinha ou largada não conseguia saciar, mas agora podia e quando o rosto da outra mulher se transformou em um que de explosão de sensações ela simplesmente tirou a mão de onde estava, levou os dedos a boca sentiu o gosto doce da outra mulher, aquele gosto que ela tanto já estava habituada, apanhou a faca e a bolsa, bebeu o último gole de vinho e com um sorriso de canto de boca, abriu a porta e simplesmente foi, deixando a sua vitima com o suor a escorrer e o rosto lavado de desespero interrompido, a porta nunca mais tornou a abrir, ela saiu mais mulher que qualquer uma naquele dia.
sábado, 3 de dezembro de 2011
terça-feira, 8 de novembro de 2011
Palco para dois.
Primeiro ato: eles se conhecem, não se dão muito bem, mas se conhecem. Trocavam poucas palavras nos encontros inesperados. Mas, o destino tratou de mudar, os dois se tornaram amigos, melhores amigos, irmãos. Havia um elo tão forte entre eles que causava inveja em certos indivíduos.
Segundo ato: inseparáveis confidentes, assim seguiram. Até algo maior crescer em um deles, algo inexplicável, desconhecido para o tal. Entre medos e dúvidas, encorajado pelos amigos, ocorre uma declaração. O outro, confuso, esboça um NÃO! Pelo qual substituíra por um SIM, mas tarde.
Terceiro ato: o amor, tão lindo e reluzente, era algo novo para ambos. Os beijos quentes e os olhares penetrantes. Parecia não ter limites, parecia que sempre haveria algo para descobrir e explorar. Realizam o sonho de respirar sob o mesmo teto, de acordar lado a lado, todos os dias.
Último ato: destino cruel, nada parece como antes, tudo mudou. Não havia mais um intenso amor, nem beijos quentes, nem olhares penetrantes. Só havia desconfiança, egoísmo e desprezo. Chegou ao ponto de robôs serem mais atrativos do que os sentimentos. E tudo, aos poucos, perdia a graça. Até chegar ao estado da loucura, em que um deles coloca um grande e apertado colar no pescoço. O outro, ao chegar a casa, encontra o não mais amado, suspenso no ar, com o colar que ia do seu pescoço até o teto, ele não respirava.
Fecham-se as cortinas da vida.
Do meu lindo, Derek Schelling *-*
sábado, 5 de novembro de 2011
Negociando com o culpado.
Uma nuvem espessa me ronda, ameaça chover, ameaça afogar, mas sei nadar, agora sei, muita coisa agora virou neblina e me cega me faz andar até uma bifurcação, mas não consigo ver qual dos caminhos escolho, sei que um é pro bem e o outro me leva cegamente para dor e sorrindo ainda mais, crendo no caminho escuro que traço, pé ante pé e penso que o abismo não chega nunca, é tola eu que já cai em tantos abismos acreditar que o próximo seja inexistente, mas o que os olhos não vê o coração que já apanhou demais já acha que sente e sente certo, nunca errou esse meu coração sofrido, mas foi bobo o suficiente para acreditar mais uma vez então aguenta outra ferida, aguenta outro lamento, aguenta outra saudade, mais uma amigo cansado pra nossa coleção de desventuras, um dia você aprende e eu aprendo também a não apostar mais nesse jogo de azar, vicio seu em esperar o coringa e não conseguir fazer nem um par, aguenta aí, se desliga, vai passear, tire uma eternidade de férias e não volte a me incomodar, pago o seu salário, a comida, o aluguel, só quero de ti sossego, batidas quase inaudíveis e menos dores e saudades e só, se aceitar a oferta, me deixe dormir quietinha agora e pare de bater forte assim por quem a gente não reconhece mais faz algum tempo, espero a sua colaboração coração ou vou ser obrigada a te fazer parar.
terça-feira, 1 de novembro de 2011
Louco? todo mundo tem um pouco.
Muitos falam sobre loucura, você já viu a loucura de perto? Você já olhou para o seu verdadeiro rosto? É cinza, sem expressão, pois a loucura tem muitos rostos, muitas mãos e dedos, vários dentes rangendo, muitos olhos observando alheios nas esquinas, há vários tipos de loucura, há várias loucuras em uma só, grandes pedaços espalhados em toda uma população mundial, sou franca e sincera a loucura quase sempre é ruim e quase nunca edifica o ser humano, mas aprendemos com ela as vezes, quando se tem realmente força de vontade. Nunca olhe para ela os olhos ou a desafie pois os últimos que fizeram terminaram sucumbido as suas próprias cabeças mergulhados em suas banheiras sem respirar, mortos ou bêbados em coma alcoólico na porta de alguma pessoa desconhecida que eles obcessivamente achavam que amavam, somos filhos do sentir e as vezes não dosamos a quantidade disso e por sermos humanos, erramos quase sempre, a loucura bate muitas portas e endereços e em muitos países, não escolhe ou tem piedade de ninguém e nem se envergonha pelas coisas que faz, cuidado quando sua vida anda feliz o suficiente para você começar a achar que está seguro, não se sinta mal por isso e nem me culpe, somos todos filhos de Deus e da loucura e cada vez mais os loucos povoam, governam e matam o nosso mundo por isso eu disse que a loucura tem vários olhos e um pode estar observando você, agora.
segunda-feira, 31 de outubro de 2011
Carta para Ana. Pt 3
Queria saber o porquê que imagino sempre outra pessoa a me ter nos braços, mas no fundo eu sei menina que é você, que você sabe exatamente onde meu corpo, minha mente e minha alma funcionam, escrevo sobre ti sempre e acho estranho por não saber reconhecer esse sentimentos aqui que embalo como a uma criança, o que eu não sei definir finjo que não reconheço e nego, nego o que sempre você me deu, faço promessas para mim mesma sempre, que não vou mais iludir a ti ou a mim mas o que todo mundo sabe é que não resisto a essas tuas mãos que me seguram e me envolvem com tanta força e paixão que me embriagam e me fazem sucumbir e esperar salivando por mais um beijo teu, pena que eu não consigo ceder a isso e te machuco quase sempre, egoísmo meu eu sei, você não pertence a mim e se um dia pertenceu não o quis mas hoje preciso tanto do teu toque e isso me enche de tanta raiva que fico imaginando o dia que você vai me fazer sangrar como tantas vezes eu já te fiz, me desculpa se sou assim tão mesquinha, deprimente, hostil, mas o melhor de mim você já viu e o meu gosto você já provou tantas vezes e parece que sempre guarda um pouco no canto da boca pra voltar a sentir quando eu não mais estiver, menina cuida de mim por enquanto eu não posso, me acorda a cada desmaio se não permaneço dormindo inerte ao acaso e posso não mais conseguir voltar, me guia enquanto cego e me diz que a pessoa boa e feliz que eu fui pode voltar que juro que o meu primeiro sorriso sincero vai ser pra você, por enquanto é a única coisa que tenho pra te oferecer, é isso, pequenas coisas minhas, pequenos momentos de verdade, é pouco eu sei, você merece mais, mas menina ainda cuida de mim enquanto esse teu mais não chega, cuida de mim enquanto esse menos aqui não desapareceu completamente.
domingo, 30 de outubro de 2011
Pra ver se cola!
domingo, 16 de outubro de 2011
Devagar vou reconhecendo meu passos.
Sempre te vejo e te odeio. Odiar o humano, o bicho que cresce em ti e que não quero que venha me morder com esses dentes envenenados de personalidade vazia. Buzinas ecoam no silêncio e tento escutar o barulho, coração pulsa tão alto, não ouço, não vejo também e nem tento. Enxergar-te me cega cada vez mais, não ouço o que grita sem voz, o que queres me dizer não entendo, estais a matar a mim e a ti com esse desespero de me- olha- sou- bem – mais – feliz- que – você, mas não vejo felicidade alguma, deve estar cravada no teu solado do pé, porque pisas sempre a sorrir mas no fundo reconhece e entende a dor, nunca vi felicidade transparente e sofrida igual a essa sua, sorrio sempre, choro também, mas o meus momentos de alto relevo ninguém tira de mim. Me humilhei perante ti, quantas vezes mais? Sinto-me forte enquanto a isso porque posso e tenho coragem de mostrar que não sou volúvel, quer dizer que nunca fui volúvel perante a ti, um dia te desenho na pele e não te telefono mais, travarei monólogos intermináveis com a tua imagem no peito na frente do espelho ao lado da cama e tu não falaras nada, pois te farei caricatura viva, pele, rosto, traços, conteúdo? Nenhum! Aguarda-me porque eu sei que volto e você vai sumir, mas um ano acaba e você desaparecerá, é o que eu penso todo dia para acordar com fome e viver cada dia tirando entusiasmadamente as folhas do calendário dos dias que se seguem, é que eu sei que tá mais que perto a hora de você desaparecer, assim da minha vida.
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