quarta-feira, 14 de março de 2012

É felicidade, morna e boa.



Você lembra quando tudo era uma casinha e eu podia estar do teu lado? Lembra? E agora que os tempos ficaram modernos eu já não te sirvo? Problema de quem diz você sempre repete, problema de quem diz isso sempre me ecoa, e se não for? Já não ligo, é nesses dias assim quando você sai daqui com cara de sono que eu te amo mais, é quando você me diz, acordei as seis da manhã achando que era meio dia só pensando, a minha gorda, penso e vejo que tive tantos anos contigo, tanto tempo, olho aquelas fotografias de um ano novo de 3 anos atrás, de um carnaval de 2 anos atrás e é um tempo tão vago agora, porque eu espero ter assim um monte de ano contigo pela frente, brigada por tudo isso que vem me dando, todo o apoio, preocupação, exclusividade, amor, da maneira mais simples, pura e bonita, você é quem eu quero agora, seu amor é o que eu preciso agora, amanhã e depois, o futuro só pertence a nós, deixe que ele no guie para tudo que merecemos, pois se você estiver comigo, nada mais importa.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

É pra mim mesma.







De todas as cartas que escrevi, nunca escrevi uma pra mim, pareço estar meio louca pensando em escrever uma carta pra mim mesma, é que as vezes as cartas que escrevo nunca são entregues pra quem realmente elas se referem, queria muitos que todas e todos lessem mas fica impossivél quando o habito de ler algo escrito é entregue a outro e não a você que lê.
Queria me dizer que sou satisfeita com tudo que fiz, ou que tentei fazer e que consegui concluir, será que algo meu foi realmente concluido? Não acredito que achei uma dúvida na minha própria carta, não consigo não me perguntar, me auto afirmo nas obviedades que um dia me acusaram de ter cometido, amei tanta coisa inútil, consegui guardar tudo que foi de bonito, tentei ser a melhor pessoa que consegui, consegui? Não sei! Talvez não, talvez sim, quem se importa agora, se amanhã esquecerão que escrevi uma carta pra mim mesma, quem se importa com alguém que tem sonhos grandes e planos desenhados a giz em papel de seda? Se de mim só espero o viver, de cada coisa imitável que existe nesse mundo grande, nesse nosso paraíso pintado a aquarela, aquele que sonhamos todos, construiremos castelos de areia inabalavéis que serão levados pela primeira ventania, ou primeira puta pra ser franca, manter as situações claras, limpas, brilhando, do jeito que são, precisamos de simplicidade pra levar a vida, beleza se vai com o tempo então o que fica é o que marca, meu carinho e o meu amor de sempre ficam, minhas impressões mais fortes que deixarei para aqueles que amo, não são muitos, serão muitos daqui a uns tempos, ou não, talvez eu goste mesmo é do silêncio, talvez não, vou ser uma velha ranzinza então aos que me lerem e desejam continuar do meu lado até a velhice, aguentem serei a melhor e a pior no mesmo conjunto, me ajudem então a voltar a amar, a dar carinho e receber, pode ser que nessa fase eu já tenha desacreditado, espero me tornar uma adulta centrada ou uma adulta louca e centrada, não se pode ter tudo, me escrevo porque me faltam remetentes que valham, mas me sobram letras pra me mostrar, então o meu eu leitor vai gostar muito de saber que foi pra ela que essas letras foram postas a virarem algo que talvez eu me orgulhe depois, pra mim eu desejo, eu provoco, eu espero, sempre o melhor, o pior é inesperado ou calculado, então pra mim, você que me lê agora eu sugiro escreverem pra si, talvez não em um texto, poder ser em uma palavra, talvez não em uma folha de papel mas fixado na mente ou talhado no coração, algo que valha, marque, transforme, que você seja imutável, que você seja eu, você, mas que seja eterno na breve passagem que tiveram no inferno chamado terra.

domingo, 22 de janeiro de 2012

Encontrar, perder faz parte!





É nesses dias frios que você faz falta, talvez se eu não tivesse te visto esses dias, talvez se eu não idealizasse ainda você aqui, do meu lado, bem perto, rosto colado que nem naquela fotografia que estávamos no carnaval passado lembra? É perdi a foto, se eu tivesse sido mais cuidadosa, mas na minha memória ela ainda está viva, consigo vê-la quando fecho os olhos, a foto, você. Um novo carnaval tá chegando, parece que tudo anda fazendo aniversário, quando começou, quando terminou, aqueles dias felizes que sempre lembro, tudo já tem um ano ou vão fazer. O tempo desbota tanta coisa, o tempo me trás desesperança, que esperanças as minhas que só se mostram assim quando estou só, de mim e de você, parece as vezes que até eu me abandonei, será que ainda pensas em mim como antes? Ou só tentas saber se ainda gosto das mesmas coisas, saber se ainda continuo gostando de ti, o que diriam meus amigos? Essa sua fixação simplesmente não vai embora? É que não consigo fazer oque fizestes ir embora, de você , porque de mim eu já fui faz tempo, desde o dia que você saiu de mim e eu corri atrás disposta a te trazer de volta, ainda não consegui então ainda não voltei, espero que te doa bem muito como também em mim dói, espero ver cair essa sua torre torta, espero tanta coisa por que sei que hoje só cabe a mim esperar para que qualquer coisa bata a porta e me ouvir gritar do outro lado, entra tá aberta, porque demorou tanto?

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Carta para Ana pt 4.







De começo não soube o que era você, ou sempre soube? Não me surpreendi mas me rendi a ti, começou como quem não quer nada e não vai terminar por aqui, se era pra ser, se foi se será quem vai saber? A gente sabe que nunca conseguimos nos intitular e muito menos saber o porque de nos grudarmos, nos gostarmos, sabe né menina? Você está aqui e acho que nem vai sair, não tão cedo e nunca é tão tarde pra se ter mais tempo de se conhecer, você ainda consegue me surpreender, pra falar a verdade  quem se surpreende comigo mesma sou eu sempre conseguindo gostar ainda mais de ti, será que dessa vez não sairemos sangrando? Sera que terá um novo assalto meu bem pra conseguir nos intimidar? Não cairemos jamais, ficaremos firmes, seremos eternas, teremos sempre esse jeito de morde e assopra, de choro e de sorrisos, dividiremos a vida, aumentaremos tudo que for bom e traremos pra nossa vida e sempre seremos mais nós que qualquer um, é você que quero que me arranque um sorriso em meio a lágrima, não precisamos ter nenhum título, namoradas, amantes, vou sempre te encontrar na melhor parte de mim e sempre te encontrarei na melhor parte da minha realidade, e hoje é e pra sempre será meu Baby.

Será?




Se fosse pra ser feliz valeria a pena? Mesmo que tudo hoje tenha prazo de validade, valeria o risco? A insônia? A taquicardia? Os sonhos? A espera? Valeria correr apressada antes da aula pra ganhar um beijo e perceber que já se atrasou de mais? valeria ficar ofegante? Valeria a pena todos os exageros, os sorrisos desmedidos?
Acho toda a entrega válida, mas acho mais válido ainda receber todo o valor em troca.

sábado, 3 de dezembro de 2011

Seja o que for, não mude nunca.



Decidida dessa vez a não mais se entregar, decidida a por toda dor em prova, até onde aguentaria e se aguentaria, escolheu a que mais há agradou, não gostava de pensar em um ser humano como mercadoria mais era necessário quebrar todos os vínculos de algum tipo de piedade por essa raça falha, pensava com nojo que também pertencia a ela, uma pena ela que sempre prezou pelo intimo de si, agora deixava exposto à vitrine de outro ser escolhido a dedo, não teve vergonha, já tinha se entregado tantas vezes para pessoas de índole duvidosa e de personalidade cruel que se entregar só por desejo carnal era o de menos , é você que eu quero, disse com rispidez, você que hoje vai me abrir às portas para eu poder entrar nesse seu mundo sujo, tire a roupa e se exponha para mim agora, seja impessoal e não estou aqui pra conversa, só quero fingir tirar inocência de você como há tempos a minha foi tomada, explicou que era só uma coisa meio de fetiche mais não explicou que estaria disposta a tudo naquela noite, prendeu a mulher a beirada da cama, observou-a com um olhar de crítica, pele branca, seios fartos, e o cheiro? Incenso, cigarro, lavanda, pensou em como aquela mulher linda também poderia ter sentimentos como teve, espantou pra longe rapidamente o pensamento para não fazer com que desistisse, estava disposta, sim estava disposta a tudo repetia com rigidez, da bolsa que trouxe tirou uma faca, a mulher que até então fora paga pra ficar calada e deixar com que fizesse o que quisessem dela olhou-a fixamente o medo a deixando cada vez mais pálida, calma meu anjo disse diabolicamente, não te farei mal, só quero mostrar a minha faca ao seu corpo, pegou o copo de vinho da cadeira e tomou um belo gole, limpando as gotas que escorregava até o decote, chegou perto da mulher e a beijou com força, sentindo a boca da mulher a sua frente e o vinho adoçando o beijo, aquele que ela pensou que não sentiria nada, mais sentiu um arrepio sem aviso na nuca, e com a faca terminou de despir a mulher  a sua frente, agora olhando com mais atenção, uma veia sobressalente descia do seu pescoço até o começo do colo e fixada por ela e fixada por sua dor, quis fazer da sua a dela, e no rosto da mulher o medo cada vez mais ia se alargando e ela sorrindo olhou-a fixamente e disse, vou te fazer sangrar, sabe o que isso é? Sabe quanta dor vai sentir? Eu sei, eu miseravelmente sei, e deslizou a ponta da faca de bronze pela pele alva até conseguir fazer escorrer um fino fio de sangue e uma lágrima grossa, imediatamente se sentiu atraída a mulher, a pele, ao cheiro, ao sexo e a cada vez mais sentia o calor do querer subir até conseguir esquentar um pouco aquele seu pensamento e ação tão gelados, e sentiu o súbito do desejo há atrair até a pele e sem pensar passou a língua suavemente no ferimento que abriu, sentindo o gosto do sangue e o sal das lágrimas da mulher que até então estava desesperada pra se soltar, daqueles braços, daquele rancor que faiscava nesses olhos que tentavam há ferir, sentia pena, de si mesma por deixar isso acontecer e mais pena ainda de quem há queria machucar, mais ela não se deixou abater pelos puxões da outra mulher, ela queria e ela iria ter, era sua vez, dominar, se sentir dona de outra vida, machucar sem nenhuma culpa, segurou com força os braços da outra mulher e usou a língua pra terminar de limpar o fio fino de sangue que ainda restara, conseguiu descer até o umbigo e o seu próprio corpo fingindo despretensão, que não queria mais no fundo o desejo só aumentava de torna-la sua, voltou a apanhar a faca, agora passando entre as coxas e subindo viu mais outro fio fino de sangue a escorrer, era isso que ela queria motivos com a cor do vermelho pra chegar aonde queria, não ela não queria sexo, por dentro até sim, ela só queria brincar e machucar essa noite, ela só queria saber o gosto de deixar alguém ferido e com vontade e simplesmente virar as costas como se a outra mulher não existisse, como se não a causasse efeito, como toda a dor que ela conseguiu-a fazer sentir aliviasse a própria, a outra mulher gritou e implorou pra que há soltasse, e assim ela o fez, soltou-a e com um sorriso na cara a agarrou pela nuca, fez com que as mãos deslizassem até o sexo e com alguns movimentos conseguiu ver a outra mulher sucumbir aos desejos dela, só dela naquele momento, há pressionou contra a parede  e continuou a acaricia-la, o desespero no rosto da outra há dava um prazer, aquela conhecida mistura de medo, dor, desejo, que tanto já bateu sua porta nas piores e mais frias da madrugada e ela sozinha ou largada não conseguia saciar, mas agora podia e quando o rosto da outra mulher se transformou em um que de explosão de sensações ela simplesmente tirou a mão de onde estava, levou os dedos a boca sentiu o gosto doce da outra mulher, aquele gosto que ela tanto já estava habituada, apanhou a faca e a bolsa, bebeu o último gole de vinho e com um sorriso de canto de boca, abriu a porta e simplesmente foi, deixando a sua  vitima com o suor a escorrer e o rosto lavado de desespero interrompido, a porta nunca mais tornou a abrir, ela saiu mais mulher que qualquer uma naquele dia. 

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Palco para dois.






Primeiro ato: eles se conhecem, não se dão muito bem, mas se conhecem. Trocavam poucas palavras nos encontros inesperados. Mas, o destino tratou de mudar, os dois se tornaram amigos, melhores amigos, irmãos. Havia um elo tão forte entre eles que causava inveja em certos indivíduos.

Segundo ato: inseparáveis confidentes, assim seguiram. Até algo maior crescer em um deles, algo inexplicável, desconhecido para o tal. Entre medos e dúvidas, encorajado pelos amigos, ocorre uma declaração. O outro, confuso, esboça um NÃO! Pelo qual substituíra por um SIM, mas tarde.

Terceiro ato: o amor, tão lindo e reluzente, era algo novo para ambos. Os beijos quentes e os olhares penetrantes. Parecia não ter limites, parecia que sempre haveria algo para descobrir e explorar. Realizam o sonho de respirar sob o mesmo teto, de acordar lado a lado, todos os dias.

Último ato: destino cruel, nada parece como antes, tudo mudou. Não havia mais um intenso amor, nem beijos quentes, nem olhares penetrantes. Só havia desconfiança, egoísmo e desprezo. Chegou ao ponto de robôs serem mais atrativos do que os sentimentos. E tudo, aos poucos, perdia a graça. Até chegar ao estado da loucura, em que um deles coloca um grande e apertado colar no pescoço. O outro, ao chegar a casa, encontra o não mais amado, suspenso no ar, com o colar que ia do seu pescoço até o teto, ele não respirava.



Fecham-se as cortinas da vida.




Do meu lindo, Derek Schelling *-*
 

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