sábado, 21 de maio de 2011

Fatos, apenas.

Podem achar que eu sou deprimente, ótimo você não tem que achar nada de mim pelo menos não agora, vejo imagens diformes de tudo que eu realmente sinto, sintonizadas e sincronizadas agora automaticamente, uma ligação intima porém muito pouco confortadora, acredite você não quer ter essa ligação e nem sente que ela realmente exista até se dar conta de que o seu coração sua mente e sua íris trabalham em completo sincronismo e garanto, você sentira isso da pior maneira, quanto tempo eu perdi assistindo um filme pra me distrair? Quanto tempo levei mudando de canal e canal? Quanto tempo levei bisbilhotando o quarto da minha irmã aproveitando que ela estava fora só pra ter o que me ocupar? E quanto tempo vou passar aqui escutando essa discografia dos Beatles e digitando muitas mais muitas palavras desconexas? Não consigo parar de pensar que eu sou uma total fracassada. Pois é um ponto, porque eu não estou aberta a discussões sobre isso, garanto que eu saberei que estão mentindo, me agradando ou mesmo colocando pra lascar em mim, isso não importa agora, acho que o que eu penso e o que pensam de mim realmente nunca foi importante, não sou normal, absolutamente não, vou ficar pregada nesse teclado querendo estar com alguém que eu não posso, mais minha mente está dividida em várias outras que eu realmente não pude mais queria muito estar, mais o que eu vou fazer quando você correr perigo? Eu me pergunto querendo saber a sua resposta, porque eu estou em perigo talvez não tão real como pensam e temem mais um perigo sentido, uma luz vermelha e uma placa de pare dentro de mim, agora estou jogando automaticamente tudo que estou pensando, ‘’penso logo existo’’ obrigada mesmo Déscartes, mais prefiro a minha versão dos fatos, a sua filosofia observada não observou muita coisa, penso logo caio no longo abismo que tem a frente, penso logo sofro, penso logo sinto saudades, penso logo morro pelas beiradas, e a criança que tá comendo a papa da minha vida quer chegar logo no quente do meio, ela é tão louca e perigosa como eu, então o que acham de mim agora? Eu não acho nada, irei escrever mil palavras aqui e não conseguiria me elogiar ou me diminuir, sou essa cópia barata de tanta gente que realmente mereço um processo de plágio, quantas de muitas haverão de existir dentro de mim mesma? Quantas de mim mesma haverão de ser muitas? Eu sou um mosaico de tantas lembranças, é devo estar fazendo uma tempestade em um copo d’água nesse exato momento, mais é porque sincera e fracassadamente não sei o que fazer. Nunca soube.

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Quer saber? Parti.

Eu tive você, sim eu tive, eu ainda tenho você não adianta você é minha, te mostrei o mundo e o fundo do poço não foi você que me mostrou, te fiz importante e me importar também não foi você que me mostrou, tenho anteriores, tenho antecedentes, tenho dores, mas não te tenho mais aqui, quer saber vai doer como dói outras feridas que não foram causadas por você. E você? Você vai continuar a ser assim? Manipulada, destroçada, sendo guiada por outros, seguindo um ponto de vista cego?  É acho que vai, então boa sorte, seu futuro eu já vi em outras vidas, você não é poesia, nem sabe identificar, nem ler, nem apreciar, você não sabe de nada da vida garota, e eu também não mas sei observar quem sabe posso lhe contar se quiser o que eu vejo e o que eu vi, você vai se machucar como machucou a outros e vai ser abandonada no meio e vai sentir tanta vontade de que chegue o fim e ele não vai vim, não espere o fim querida, ele vem ele sempre virá desde o começo da humanidade muito antes de eu ou você nascer, você não foi a primeira e nem a última, Eu? Não posso dizer o mesmo pra você, fui a primeira e sempre serei, serei concreta, serei sempre o seu porto seguro ou sua referencia e você? Só mais uma de tantas outras que se achavam importante e hoje você as vê na minha vida? Pois é, seu mundo, seu corpo, seu sexo não vai ser mais meu, sei que vou ouvir os seu gemidos altos, vou sentir o seu suor na minha pele, a sua língua no meu ouvido, o seu toque, a sua satisfação como um sonho ou um pesadelo durante muito tempo, mas sabe tantas outras línguas já passaram, já sentiram e que também tenho saudade e a falta já me é normal querida, seja você sim? Pena que eu não vou querer mais assisti-la, pena que sua peça teatral de tragédia eu já assisti em outros carnavais, vamos brincar de ser felizes hoje, é o que posso oferecer a nós, já tratei de começar e você trate de começar também. 

sexta-feira, 29 de abril de 2011

O meio.

O começo.
Não é bem um começo, é uma extensão da história de uma menina qualquer a luz dos refletores mas olhando microscopicamente dentro de si própria os traços de marcas que existe são tão fortes como raízes fincadas no chão de um grande carvalho branco, de novo ela chora, as lágrimas quentes e grossas se estendem até ela pegar no sono, uma inquietação dentro de si há faz ficar assim com as compotas abertas deixando as águas quentes lavar todas as mágoas, e ela é assim uma menina magoada, frágil em seu interior mas um sorriso e uma felicidade inventada servindo de couraça, ela ainda continua a insistir dia após dia, ela já se perguntou tantas vezes porque, mas nunca soube responder e temo que nunca saberá realmente, ela só usa o pouquinho de amor e carinho que pode juntar como escudo, se não se estilharia em cacos de poeira colorida e deixaria aparecer a sua massa viscosa e frágil que é quem realmente é, por causa do seu escudo ela tem que vagar por ai, andarilha que sempre será em busca de amor, carinho, proteção e deixando de lado as ofensas, acúmulos exagerados que faz por sacrifício, ou por ser omissa, beirando as vezes a estupidez, por deixar ser nocauteada tantas vezes, sangrando, respingando e sujando todos de vermelho vivo, mas fingindo que está tudo bem, sorrindo com uma alegria amarela e estendendo a mão ao açoitador e lhe dizendo palavras confortadoras, evitando que é ela mesmo que precisa ser consolada, mas a menina é mal, internamente, o acumulo há fez grandes estragos e por sempre sentir dor e insônia seu rosto se contorce em uma careta malvada e em baixo dos seus olhos roxos formados pelas noites em que sua mente não há deixa dormir, quem diz que a sua vida é ruim, ela acha que não, que há várias outras vidas insuportáveis, e que o sei inferno particular não parece tão ruim comparado há muitos outros, as palavras de bondade ditas por tantos estranhos que a andarilha encontrou não adiantava muito no seu esforço de apaziguar a dor, mas as de maldade ditas por quem conhecia tão bem e representava tanto para ela lhe causavam fúria, fúria de furacões devastando cada órgão pulsante dentro de si, e com um tempo ela vai se tornar incapaz de falar, emudecerá para todos e para vida, e deixará que a sua voz passada ecoe pela sua eternidade, e quando todos não se lembrarem mais da sua voz, das suas palavras, ela olhará com tristeza mas não será capaz de falar novamente, pois terá esquecido como se fala ou como se expressa ou como se escreve, pois sua voz foi silenciada, sua palavras foram apagadas e suas expressões desfeitas, pelo tempo e a velhice da memória humana, pela morte do seu interior, morte da menina andarilha, pois sem todo dom que tivera um dia mudo, morto, perdido no espaço pensará consigo que ela também se perdeu nesse espaço todo de tempo, de dor e de busca, que ela almejava também mais que tristemente nunca encontrou.          

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Detalhes, detalhar, detalhada.

É só sei falar de amores perdidos, desilusões e quando já não se perde nada nem se desilude não há o que escrever mais, não sei falar de infelicidade na felicidade, me resumo a três palavras, vazio, pedaço, falta. É difícil filosofar quando quem quer que ouça não entende, então me limito a ser breve, instantaneamente abaixo a vista e fico muda. Infelicidade, falta, vazio, pedaço, se já me resumi e avisei que ia ser breve sem mais delongas eis o ponto final.


Nota póstuma

Não era minha intenção ser breve, queria gastar calendários, gastar sonhos, planos, gastar sorrisos, tenho tantos pra dar, sou tão rica de detalhes, mas já estou começando a não poder mais me detalhar, eis aqui a garota que entrega os pontos ou os pontos a costurará?

sexta-feira, 25 de março de 2011

Detalhes apenas.

Poderia descrever cada curva, cada sinal, cada ponto onde te causava arrepios, cada palavra que ia ser pronunciada exatamente no momento exato.
Poderia descrever cor da pele, tom, textura, contorno, assombreamento, dégradé, luz, saturação, exposição, sobreposição, efeito, moldura, pincel, passadas, entonações.
Poderia descrever o complemento de essências que formavam o seu cheiro, cada ingrediente, adicionado durante toda a sua vida para formar o seu perfume.
Poderia descrever cada expressão facial, cada levantamento de sobrancelha, cada repuxo de músculo no canto da boca, cada sorriso.
Poderia mostrar cada pingo de suor, de lágrima, de água de banho, de água de cheiro, de água gelada, de água quente.
Mas hoje sou uma simples intérprete, não mas descrevo apenas escrevo a saudade de sentir para poder descrever.

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Remenber-me

Eu tenho em mim várias lembranças, que as vezes vai e volta como um iô-iô
na mão de uma criança, que nunca cansa de brincar elas vem em momentos diferentes e me invade de uma forma que fica difícil saber exatamente de quem, porque e qual é ela, tem momentos que elas vem todas de uma vez e como um sopro de uma ventania gelada me congela em algum momento esquecido da minha própria história, como um livro cujas páginas tem um tema exato pra me deixar no chão esquecida, eles tomam toda a minha atenção e quando volto a mim vejo a cena que vai repetir durante um tempo longo da minha vida, um cinzeiro, cigarro, fumaça e esquecimento como se diminuindo a minha saúde calasse a boca do meu pensamento tagarela, que se parece muito comigo, não paro de falar das coisas que me machucam como se assim eu me acostumasse melhor a dor e o torpor de ter que ver todas essas cenas ao vivo, faço uma piada qualquer, morro de rir por um instante e no próximo já estou submersa na minha própria reflexão. Não é fácil viver assim autoflageladamente, magoando machucado por machucado, hematoma por hematoma, são essas marcas imaginarias que ficam, que de tão fictícias se tornam reais demais, tem períodos em que as feridas fecham, todas uma por uma, mais daí vem mais um novo corte e abre todos os pontos das anteriores como se já não fosse ruim demais ter mais uma ferida nova, todas as outras tem que se manifestar como se fosse para me lembrar de que isso tudo é culpa dessa minha personalidade omissa, que não arma direito a sua auto-proteção como se toda a dor fosse o grito de alarme ecoando no meu peito, que diz pra eu voltar a mim, pra acordar para a realidade monótona que é a rotina de um dia a dia adolescente, como se nessa fase tudo fosse mais claro tudo fosse por sofrer apenas por alarde, ou desculpa pra poder dizer mais tarde que aconteceu tudo que estava previsto no script, no grande livro da sua vida, mais isso quem escreve é você e não é por ser pequeno o suficiente que tem que ter todas as dores no mundo nas costas, mude sua história sabe como?, tenha sempre em mente a celebre frase, O amor vai te foder um dia. Ela mudara a sua história, ela não vai ser igual a minha, uma alternativa pra não tornar a sua vida tão idiota quanto.

Bom Dia, Caos!

Acordei Para o Pesadelo.
E o Pesadelo Era a Tua Cara,
Pregada no espelho do banheiro.

Dia Amargo
O Café amargo.
O poema pregado na parede da consciência:
É proibido ser feliz?
É proibido ser?
É proibido?
É?

A cidade Desabou.
O poema atravessou sinais.
Olhou vitrines...
Não sei o que fazer.
Sinceramente.

Entro pelos sete buracos
Da tua cabeça
E mastigo a minha angústia
Com coca-cola & Ketchup

Caminhar.
Caminhar & Sonhar.
O tênis rangendo no asfalto da cidade.
A vida rangendo seus dentes enferrujados.
Caminhar
Caminhar & Sonhar
Gastar a sola dos sapatos
Dos Pés.
Gastar As Palavras.
Deus está atravessado na minha garganta.
O diabo é negro & quente
& tem os olhos brancos

A felicidade tem grades
Em todos os Buracos
A felicidade é o vôo do avião...

A lembrança dela
Pipoca dentro da minha cabeça
Feito uma britadeira
A lembrança dela é um pássaro
Fugindo em minha direção

Há homens mortos
Nas bibliotecas públicas
Garotos drogados nas esquinas
As pessoas me atropelam
Se atropelam
Preciso ir ao dentista
Ao bar.
Foder
Fazer um poema
Dois poemas
Três poemas
Fumar um cigarro
Amar o povo
Armar o povo
Preciso respirar
Ar.
Mar.
Preciso amar?
-Sartre, Karfka, Seus putos!

Depois de um dia inútil,
Voltas para casa.
Pela janela do ônibus
Podes te ver na multidão apressada?

O homem é um automóvel
O homem é um automóvel
O homem é um automóvel
 

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